O
tratamento da dependência química é complexo e difícil.
Exige um enorme esforço por parte do dependente químico e da sua
família. Como as opções públicas de tratamento da dependência química
são lamentáveis, quase sempre é preciso pagar por internações em
clínicas especializadas e não raro todo o tratamento pode custar mais de
R$ 20.000,00, incluindo remédios, internações, etc… De vez em quando
“novas” descobertas no tratamento da dependência química prometem
revolucionar a forma como isso é feito. A Iboga é uma dessas esperanças,
uma planta de cuja casca da raiz pode ser obtida a ibogaína.
A iboga é um arbusto com uma raiz subterrânea que chega a atingir 1,50m
de altura e é composto de várias espécies. A que mais tem interessado no
tratamento da dependência química é Tabernanthe iboga, encontrada nos
Camarões, Gabão, República Central Africana, Congo, República
Democrática do Congo, Angola e Guiné Equatorial. Algumas espécies
animais, entre as quais os mandris e os javalis, alimentam-se das raízes
da iboga para conseguir efeitos entorpecentes. Imagina-se que os
pigmeus descobriram a eboka (iboga) observando o comportamento desses
animais. Até hoje, estas populações utilizam a iboga em seus ritos.
Em 1901, a ibogaína foi isolada pela primeira vez. Há notícia de que ela
teria sido usada no Ocidente desde o início do século XX, no tratamento
de gripe, neurastenia, doenças infecciosas e relacionadas ao sono.
Iboga, uma nova esperança para o tratamento da dependência químicaEm
1962, Howard Lotsof, um jovem dependente químico de heroína, acabou
descobrindo, por acaso, a iboga na África. Após uma viagem astral de 36
horas, relatou que perdeu o desejo de consumir heroína por completo. Em
1983, Lostsof relatou as propriedades antiaditivas da ibogaína e em 1985
obteve quatro patentes nos EUA para o tratamento de dependências de
ópio, cocaína, anfetamina, etanol e nicotina. Fundou o International
Coalition for Addicts Self Help e desenvolveu o método Endabuse, uma
farmacoterapia experimental que faz uso da ibogaíne HCl, a forma solúvel
da ibogaína. Através da administração de uma única dose, cujo efeito
dura dois dias, haveria uma atenuação severa dos sintomas de abstinência
e uma perda do desejo de consumir drogas por um período mais ou menos
longo de tempo.
O número de tratamento de dependentes químicos com a ibogaína está
crescendo tanto que vem provocando escassez da planta que ainda é
produzida de maneira artesanal.
A ibogaína, cuja denominação química é 12-metoxibogamina, é uma forte
droga alucinógena que age no combate à dependência química, por incrível
que isso possa aparecer. Seus efeitos ainda estão sendo estudados, mas
pesquisas feitas em humanos e animais indicam que a droga age em dois
sentidos, por um lado ela age na química cerebral, estimulando a
produção da proteínao GDNF, que promove a regeneração do tecido nervoso e
estimula a criação de conexões neuronais. Isso permitiria que áreas do
cérebro relacionadas com a dependência fossem reparadas e estimularia a
produção de neurotransmissores responsáveis pela produção do prazer, a
serotonina e a dopamina. São essas substâncias que podem explicar o
desaparecimento da fissura pela droga relatados por dependentes logo
após saída de uma sessão.
Estudos preliminares também parecem mostrar que a ibogaína pode ajudar
no tratamento do alcoolismo. Durante a pesquisa, ratos e camundongos
foram induzidos ao consumo de álcool em doses diárias até habituarem-se à
bebida. Os testes com Ibogaína demonstraram uma queda efetiva no
consumo de álcool pelos roedores, diretamente relacionado ao aumento da
produção de uma proteína pelo cérebro, o GDNF.
Os tratamentos com ibogaína não são autorizados nos Estados Unidos,
Reino Unido, França ou Suíça. Mesmo assim, têm sido adotados
clandestinamente. No Panamá, a instituição liderada por Lotsof cobra 15
mil dólares; na Itália, o custo é de 2.500 dólares, e, nos EUA, o
tratamento varia entre 500 e 2.500 dólares. Em Israel, a iboga está
sendo pesquisada para uso no tratamento da síndrome de pós-guerra que
afeta os soldados.
No entanto, antes de achar que a ibogaína pode fazer o tratamento da
dependência química uma série de estudos terão de ser feitos e não é
atoa que ela não é liberada nos Estados Unidos, Reino Unido, França ou
Suíça. No momento enquanto tais estudos não estão concluídos o mais
seguro e único caminho para o tratamento da dependência química passa,
obrigatoriamente, por consultar um psiquiatra especializado.
Fonte: jardimdeflores.com.br
Os
efeitos de curto prazo da ibogaína dadas em doses terapêuticas para
desintoxicação química e psicoterapia podem durar entre 24-48 horas. Cada experiência é única, no entanto elementos comuns são relatados. Entende-se
que tendo o tempo para se preparar para a experiência por ter intenções
positivas ou metas para o resultado, sendo dedicado a explorar o que
você precisa para curar em sua vida, sentir-se seguro ao seu redor e
sentir o apoio do povo que cuidam de você, irá gerar um efeito positivo
no resultado.
Efeitos Psicoativos: Seus
efeitos psicoativos têm sido descritos como "oneirogenico" o que
significa que o que produz uma vigília ou lúcido estado de sonho da
consciência. Na
verdade, EEG (eletroencefalograma) e estudos de ritmos de ondas
cerebrais em animais sugerem que a ibogaína causa REM (movimento rápido
dos olhos por sonho lucido) . Este
processo oneirogenico é caracterizado por fenômenos visuais que algumas
pessoas sentem como sonhos vívidos, reflexões ou memórias. Ele
foi descrito por algumas pessoas que a ibogaína pode ajudar
emocionalmente e psicologicamente, permitindo um processo em que eles
são capazes de pensar sobre a vida de uma perspectiva que parece ser
mais objetivo. Alguns
descreveram que este processo facilitado pela ibogaína lhes permite
refletir sobre suas vidas sem medo, culpa, vergonha e outros sentimentos
associados com o trauma que as pessoas em crise são frequentemente
afetados. Note-se
que nem todas as pessoas que tomam ibogaína relatam ter sonhos ou
visões oníricas, porém ainda encontraram efeitos psicoativos,
emocionais, níveis espirituais e físicos. Ibogaína não causa nenhuma perda de consciência ou despersonalização. Além
disso, pode-se notar que, embora alguns tenham descrito anteriormente
ibogaína como um "alucinógeno", o efeito da ibogaína na neurotransmissão
é diferente dos efeitos das drogas psicadélicas clássicas ou
alucinogénios tais como LSD.
Efeitos Físicos: Os seus efeitos físicos são diferentes para cada pessoa. Alguns relatos incluem sensação de cabeça leve, sensibilidade ao movimento, som e luz e uma sensação de oscilação ou vibração.
Possiveis Efeitos:
Alguns desconfortos ou possíveis efeitos colaterais geralmente
associados com doses terapêuticas de ibogaína incluem: ataxia (perda
temporária de coordenação muscular), tremores leves (agitação),
fotossensibilidade (sensibilidade à luz), náuseas, vômitos, pequenas
mudanças na pressão arterial, dores nas costas, às vezes leve
(possivelmente devido a deitar por um período prolongado de tempos) e
possível insônia (particularmente em indivíduos dependentes de
opiáceos). O
potencial para efeitos colaterais e os riscos podem ser
substancialmente minimizados, evitando quaisquer substâncias
contra-indicados, antes e durante o tratamento, o exame médico adequado
para todas as condições pré-existentes contra-indicadas, monitorização
cuidadosa dos sinais vitais, hidratação adequada, com água e
eletrólitos, antes e durante da terapia com ibogaína, a aplicação é
realizada em uma sala semi-escura em uma posição confortável. Qualquer
efeito colateral será deixado de sentir após 24 ou 48 horas da
aplicação de ibogaina, e o anseio pelo uso de substancias quimicas nao
será mais sentido, que deve ser grandemente reduzida ou eliminada
através da acção da ibogaína.
Efeitos a longo prazo: efeitos a longo prazo podem incluir a redução da ansiedade, melhora do humor e aumento da energia. Algumas
pessoas relatam ter dificuldade com parar dormir por um curto periodo
de tempo (particularmente aqueles que se afastaram de opiáceos). A maioria das pessoas relatam sentir estes efeitos de 2 semanas a 3 meses ou mais.
Os
efeitos de curto prazo da ibogaína dadas em doses terapêuticas para
desintoxicação química e psicoterapia podem durar entre 24-48 horas. Cada experiência é única, no entanto elementos comuns são relatados. Entende-se
que tendo o tempo para se preparar para a experiência por ter intenções
positivas ou metas para o resultado, sendo dedicado a explorar o que
você precisa para curar em sua vida, sentir-se seguro ao seu redor e
sentir o apoio do povo que cuidam de você, irá gerar um efeito positivo
no resultado.
Efeitos Psicoativos: Seus
efeitos psicoativos têm sido descritos como "oneirogenico" o que
significa que o que produz uma vigília ou lúcido estado de sonho da
consciência. Na
verdade, EEG (eletroencefalograma) e estudos de ritmos de ondas
cerebrais em animais sugerem que a ibogaína causa REM (movimento rápido
dos olhos por sonho lucido) . Este
processo oneirogenico é caracterizado por fenômenos visuais que algumas
pessoas sentem como sonhos vívidos, reflexões ou memórias. Ele
foi descrito por algumas pessoas que a ibogaína pode ajudar
emocionalmente e psicologicamente, permitindo um processo em que eles
são capazes de pensar sobre a vida de uma perspectiva que parece ser
mais objetivo. Alguns
descreveram que este processo facilitado pela ibogaína lhes permite
refletir sobre suas vidas sem medo, culpa, vergonha e outros sentimentos
associados com o trauma que as pessoas em crise são frequentemente
afetados. Note-se
que nem todas as pessoas que tomam ibogaína relatam ter sonhos ou
visões oníricas, porém ainda encontraram efeitos psicoativos,
emocionais, níveis espirituais e físicos. Ibogaína não causa nenhuma perda de consciência ou despersonalização. Além
disso, pode-se notar que, embora alguns tenham descrito anteriormente
ibogaína como um "alucinógeno", o efeito da ibogaína na neurotransmissão
é diferente dos efeitos das drogas psicadélicas clássicas ou
alucinogénios tais como LSD.
Efeitos Físicos: Os seus efeitos físicos são diferentes para cada pessoa. Alguns relatos incluem sensação de cabeça leve, sensibilidade ao movimento, som e luz e uma sensação de oscilação ou vibração.
Possiveis Efeitos:
Alguns desconfortos ou possíveis efeitos colaterais geralmente
associados com doses terapêuticas de ibogaína incluem: ataxia (perda
temporária de coordenação muscular), tremores leves (agitação),
fotossensibilidade (sensibilidade à luz), náuseas, vômitos, pequenas
mudanças na pressão arterial, dores nas costas, às vezes leve
(possivelmente devido a deitar por um período prolongado de tempos) e
possível insônia (particularmente em indivíduos dependentes de
opiáceos). O
potencial para efeitos colaterais e os riscos podem ser
substancialmente minimizados, evitando quaisquer substâncias
contra-indicados, antes e durante o tratamento, o exame médico adequado
para todas as condições pré-existentes contra-indicadas, monitorização
cuidadosa dos sinais vitais, hidratação adequada, com água e
eletrólitos, antes e durante da terapia com ibogaína, a aplicação é
realizada em uma sala semi-escura em uma posição confortável. Qualquer
efeito colateral será deixado de sentir após 24 ou 48 horas da
aplicação de ibogaina, e o anseio pelo uso de substancias quimicas nao
será mais sentido, que deve ser grandemente reduzida ou eliminada
através da acção da ibogaína.
Efeitos a longo prazo: efeitos a longo prazo podem incluir a redução da ansiedade, melhora do humor e aumento da energia. Algumas
pessoas relatam ter dificuldade com parar dormir por um curto periodo
de tempo (particularmente aqueles que se afastaram de opiáceos). A maioria das pessoas relatam sentir estes efeitos de 2 semanas a 3 meses ou mais.
IBOGAÍNA UM ALUCINÓGENO PARA COMBATER O USO DE COCAÍNA, HEROÍNA, MORFINA E OUTRAS DROGAS.
Tratamento ibogaina
! Ibogaína é
o princípio ativo da raiz da iboga. Trata-se de um alcaloide indólico
enteogênico capaz de antagonizar e anular a ação de uma série de
alcalóides ou compostos orgânicos nitrogenados de intensa bioatividade
sobre o cérebro, como a cocaína, heroína e morfina, dentre outros.
Tabernanthe iboga - a planta
Obtida de
um arbusto da família Apocynaceae, de origem africana Tabernanthe iboga,
nas regiões do Congo e do Gabão entre os pigmeus e alguns povos bantos,
que possivelmente assimilaram essa prática pelo contato com esses
misteriosos povos da floresta que são os pigmeus, se praticam rituais
com preparados dessa planta denominado, entre as tribos Apindji e
Mitsogho, como Buiti. Outros grupos e etnias do Gabão também o utilizam
possivelmente a partir desse contato cultural.
De acordo
com a antropóloga Labate, há dois tipos de Buiti: o tradicional que
surgiu no século 19 - e o sincrético, o mais difundido, que é produto da
fusão do primeiro com elementos de outros cultos africanos e da
influência da evangelização cristã no continente no início do século 20.
Possivelmente sob influência das notícias de cura, transformações
psicológicas associada à conversão religiosa e participações de
estrangeiros, o mundo ocidental tem despertado interesse sobre essa
planta e esse ritual.
Preparados
com essa planta vem sendo utilizado, com sucesso, em sessões
terapêuticas cujo objetivo é alcançar a cura completa da drogadição..
Observe-se que não são os mesmos extratos utilizados nas distintas
tribos, pois segundo a referida antropóloga são preparados mantidos em
sigilo.
Quimicamente, a ibogaína é classificada como uma triptamina, análoga à melatonina, estruturalmente semelhante à harmalina.
Muito se
tem falado a respeito da Ibogaína aqui no Brasil nos últimos tempos...
bem e mal, com discussões apaixonadas, e, às vezes, desprovidas de cunho
científico e repletas de preconceito.
Para quem
não sabe, Ibogaína é uma substância extraída da planta Tabernanthe
iboga, originária do Gabão, e planta sagrada utilizada nos rituais da
religião Bwiti, religião e rituais estes existentes desde a
pré-história. Em 1962 Howard Lotsof, na época dependente de heroína,
descobriu que uma única dose de Ibogaína foi suficiente para curar a
dependência sua e de alguns amigos. A partir daí surgiu com força uma
rede internacional de provedores de tratamentos para dependência em todo
o mundo, alguns oficiais, outros underground. Desde essa época até hoje
cerca de 10.000 pessoas já fizeram o uso médico da substância, com
resultados, em sua maioria, muito bons. Realmente os efeitos são
surpreendentes, e, em muitos casos, ocorre uma melhora do quadro de
dependência significativa, em apenas 24 horas.
Como tudo
que é diferente, e como tudo que é inovador, existem também em relação à
Ibogaína controvérsias e dúvidas, que tem origem na desinformação e no
preconceito, e algumas vezes também em interesses econômicos. Este texto
visa esclarecer as dúvidas e orientar as pessoas sobre o assunto. É
interessante o fato de que a maioria das pessoas que é contra esse
tratamento, não sabe absolutamente nada a respeito, mesmo alguns sendo
renomados profissionais da área. É o estilo “não li e não gostei”. Na
área da dependência química no Brasil, alguns egos são imensos.
Sempre que
se fala de Ibogaína, cita-se o fato de a mesma ser proibida nos Estados
Unidos e em mais 3 ou 4 países, sendo em todos os outros (inclusive no
Brasil) isso não ocorre. Pelo contrário, o Brasil é um dos pioneiros
nesse tratamento e os profissionais envolvidos, apesar de pouco
conhecidos aqui, têm reconhecimento internacional. Essa proibição da
Ibogaína em poucos países deve-se à desinformação e a interesses
econômicos e políticos.
Primeiramente,
essa medicação não interessa à grande indústria farmacêutica, visto ser
derivada de plantas, com a patente de 1962 já expirada, tendo,
portanto, um baixo potencial de lucro.
Além disso,
em muitos locais, o preconceito contra os dependentes faz com que eles
sejam vistos como pessoas que não merecem serem tratadas e sim presas ou
escorraçadas. Assim sendo, o fato da Ibogaína ter sido descoberta por
um dependente químico, para algumas pessoas, já a desqualifica.
Fora isso, o
falso conceito de que a planta é alucinógena, gera uma quase histeria
em determinados profissionais da área, que mal informados, com má
vontade, e baseados em informações conflitantes pinçadas na internet,
repassam informações errôneas adiante. A Ibogaína não é alucinógena, é
onirofrênica, (Naranjo, 1974; Goutarel, Gollnhofer, and Sillans 1993),
ou talvez seja melhor dizer, remogênica, ela estimula a mente de maneira
a fazer com que o cérebro sonhe, mesmo com a pessoa acordada. Isso é
comprovado por inúmeros estudos ao redor do mundo, mas é fácil
confirmar, basta fazer um eletroencefalograma (EEG) durante o efeito da
substância pra se ver que o padrão que vai aparecer é o do sono REM, não
de alucinações. Além disso, a ibogaína não se liga ao receptor 5HT 2a, o
alvo clássico de alucinógenos como LSD, por exemplo.
Outra
crítica relacionada à Tratamento Ibogaína, que é sempre citada, são as
até agora 14 mortes que ocorreram, em 48 anos, como comentado acima, em
cerca de 15000 tratamentos realizados. Isso dá menos de 1 fatalidade em
cada 1000 tratamentos, número muito menor por exemplo do que as
fatalidades provocadas por metadona, que é outra substância utilizada no
tratamento da adição, e que é de 1 fatalidade para cada 350
tratamentos.
O detalhe,
sempre deixado de lado pelos detratores da Ibogaína, é que em todos os
casos de fatalidades registrados, comprovadamente se detectou o uso
sub-reptício concomitante de heroína, cocaína e/ou álcool, confirmado
por necropsia, o que nos leva à conclusão de que não existem fatalidades
relacionadas à Ibogaína e sim à heroína/cocaína/álcool e à mistura
dessas substâncias... além disso, poucas coisas no mundo são mais
mortais do que usar drogas.. isso sim é perigoso.
Mais outra
crítica é sobre o uso em humanos, sendo que no Gabão, há 5000 anos
humanos já usam a substância em seus rituais, sem problemas. Já foram
feitos vários trabalhos científicos, por cientistas renomados, que
comprovam a baixa toxicidade e a segurança do tratamento, desde que
feito dentro dos protocolos.
A taxa
média de eficácia do Tratamento com ibogaina para dependência de crack é
de 70 a 80%, que é altíssima, principalmente se lembrarmos que, além de
ser uma doença gravíssima, as taxas de sucesso dos tratamentos
tradicionais é de 5%. Incrivelmente, essa taxa de 80% também é alvo de
críticas... Porque não são 100%, eles dizem? Já que é tão bom, porque
não cura todo mundo? Ora, nenhum tratamento médico é 100%, existem
variáveis ponderáveis e imponderáveis que influenciam a evolução dos
pacientes, como motivação, características individuais de cada paciente,
preparação adequada, com psicoterapia pré e pós tratamento de alto
nível, tudo isso faz com que haja variações na eficácia. O fato é que a
Ibogaína é hoje, de longe, o tratamento mais eficaz contra a dependência
que se tem notícia, em toda a história da humanidade. Feito com os
cuidados necessários, é seguro, eficaz, e não existem relatos de
sequelas, nem físicas, nem psicológicas.
Assim
sendo, pessoas que vivem da cronicidade da doença, para as quais não
interessa que haja cura e sim perpetuação do quadro, e assim,
indiretamente, perpetuação dos lucros, se insurgem contra ela.
Em toda a história da humanidade, as inovações, as mudanças de paradigma, sempre foram combatidas.
E apenas
mais um detalhe: as outras opções de tratamento, são bastante
ineficazes, para que se possa dar ao luxo de não dar à ibogaína a
atenção que ela merece.
Não bastassem seus efeitos avassaladores sobre a consciência – induz o coma, provoca visões e muda a vida de quem a consome.
A
ibogaína é talvez a droga alucinógena mais impressionante de que se tem
notícia. Não bastassem seus efeitos avassaladores sobre a consciência –
induz o coma, provoca visões e muda a vida de quem a consome, segundo
eles mesmos –, essa raiz africana pode curar a dependência de outras
drogas. Ela é uma das substâncias mais perigosas que se conhece – muita
gente já morreu por sua causa. A antropóloga paulista Beatriz Labate,
da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), viajou a Camarões para
conhecer de perto a ibogaína. Eis o seu relato – o primeiro do tipo
escrito por um brasileiro:
“A iboga (raiz
cujo princípio ativo é a ibogaína) é utilizada na África Central no
tratamento de depressão, picada de cobra, impotência masculina,
esterilidade feminina, Aids e também como estimulante e afrodisíaco. Os
curandeiros locais, adeptos de uma religião chamada bouiti, acreditam
que ela é eficaz também contra doenças místicas, como a possessão.
“Tonye Mahop,
pesquisador do Jardim Botânico de Limbe, conta que ‘existem vários
registros de cura da dependência de cigarro, maconha e álcool com a
iboga. O problema é que os informantes não contam bem como preparam e
usam a planta. Tem uma parte do conhecimento que fica sempre em
segredo.’
“O ritual de
iniciação, no qual a substância é ingerida, dura três dias. Na abertura,
o candidato confessa todos os seus pecados e toma um banhoritual.
Depois ele come em jejum até meio quilo da planta. Um grupo o acompanha
cantando e dançando noite adentro. A iniciação tem como objetivo induzir
um coma. De acordo com os praticantes, em algum momento o espírito sai
do corpo e viaja para o ‘lado de lá’. Ou seja, visita o mundo dos
mortos. Pode receber revelações, curas ou se comunicar com seus
ancestrais. Terminada a cerimônia, a pessoa ‘renasce’ com uma nova
identidade – bandzi, ou ‘aquele que comeu’. A anciã
Bilbang Nga Owono Christine, lembra bem a sua iniciação, quando teria se
curado de uma ‘doença nos olhos’: ‘Uma estrela me guiou até um hospital
no lado de lá. Vi meu espírito saindo do meu corpo e os médicos me
operando. Voltei curada’, diz.
“Podem ocorrer
mortes nos rituais se a dose for grande demais ou se o sujeito estiver
debilitado. Da mesma forma, três pessoas já morreram no tratamento
não-controlado de toxicodependentes com ibogaína na Holanda, na França e
na Suíça. Alguns especialistas afirmam que a ibogaína age sobre áreas
do cérebro que regem a sensação do corpo físico. O resultado é que a
pessoa constrói uma imagem do ‘eu’ fora do corpo. Os relatos de alguns
iniciados se assemelham muito aos de pessoas que estiveram perto da
morte. Em ambos os casos, fala-se na presença de uma luz infinita que
seria a própria divindade, no encontro com mortos, na vida inteira
passando diante dos olhos.
“Participei de
uma iniciação, mas comi apenas uma colherinha de iboga. O efeito foi
fortíssimo, durou 24 horas. Não posso dizer que entendi muita coisa,
além de ter achado o ritual bastante cansativo. A sensação foi de que os
nativos têm razão: a iboga é qualquer coisa que não tem a ver com este
mundo, diz respeito ao mundo dos mortos. Ficou apenas uma enorme
curiosidade – e medo – de me submeter à iniciação completa.”